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Informação | Entrevista/Reportagem

CASA DE ALORNA LANÇA VINHOS TOPO DE GAMA

A Casa de Alorna abriu as suas portas para apresentar aos jornalistas os seus primeiros vinhos de gama alta.

08-06-2011 Fotos MMS

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A história da Quinta da Alorna remonta ao século XVIII, e nela se entrelaçam gerações das várias famílias que ali viveram.

A Quinta deve o seu nome ao primeiro proprietário, D. Pedro de Almeida, Vice-Rei da Índia, a quem D. João V concedeu o título de I Marquês de Alorna por actos de bravura na tomada da praça-forte de Alorna, na Índia.

 Tendo comprado o Casal de Vale de Nabais em 1723, quando regressou a Portugal D. Pedro de Almeida fez dele o núcleo central de um vasto grupo de propriedades onde plantou as primeiras vinhas, mudando-lhe o nome para Quinta da ALorna.

No palácio da Quinta, de estilo sóbrio, mas distinto erguendo-se de frente para o Tejo, iluminado pelo sol de fim de tarde onde ainda hoje reluz o brasão dos Almeida Portugal, nasceram e viveram várias gerações de Alornas, incluindo D. Leonor (1750-1839), Marquesa de Alorna, notável poetisa e pintora, que aqui escreveu algumas das obras que a tornariam famosa.

O projecto vitivinícola da Quinta da Alorna desenvolve-se em terras ribatejanas, onde a vinha e o vinho têm uma forte presença em quase toda a região, com uma gestão dinâmica e de pendor fortemente empresarial.

Para lá da vitivinicultura, alarga a sua actividade a outras áreas como a agricultura e floresta, contando ainda com um centro equestre.

A casa tem 260 hectares de vinha, que correspondem a uma capacidade de produção que ronda os 1.5 milhões de litros, muito por força dos sucessivos investimentos que foram sendo feitos na adega desde 2001 equivalendo a cerca de cinco milhões de euros.

 A vinha conta com castas como a Touriga Nacional, Castelão, Trincadeira, Tinta Miúda, Cabernet Sauvignon, Syrah, Tinta Roriz e Alicante Bouschet, entre as tintas. As castas brancas que dão origem a alguns dos vinhos da Quinta da Alorna são Fernão Pires, Arinto, Verdelho, Trincadeira das Pratas e Chardonnay. Recentemente foram introduzidas novas castas, nomeadamente, Marsanne e Moscatel.

A produção está orientada, sobretudo, para os vinhos tintos e rosés, que são responsáveis por 70% da produção, sendo os restantes 30% de vinhos brancos, num volume de negócios que em 2010 rondou os quatro milhões de euros.

Os vinhos da Quinta da Alorna estão presentes em 20 países, ocupando as exportações uma importante fatia do volume de negócios da empresa. Cerca de 57 por cento. A distribuição é feita em exclusivo pela da Vinalda.

 

 

MARQUESA DE ALORNA RESERVA BRANCO 2009

Um branco muito bem estruturado, perfumado, com as notas da baunilha e pêssego a abrir o bouquêt aromático e muito floral. Muito bem equilibrado, com um final de boca fresco e ligeiramente seco.

 

 

 

 

 

 

MARQUESA DE ALORNA RESERVA TINTO 2008

As castas que compõem este vinho não nos foram reveladas porem a enóloga Martta Simões garantiu que é o melhor que existe na vinha. Na prova marca a complexidade aromática com notas de chocolate preto, algum rebuçado, especiarias algum fumo e tosta.  Notas fortes de frutos do bosque com destaque para a groselha e a amora. Na boca mostra-se volumoso, com taninos redondos, bem trabalhados por madeira de boa qualidade. Termina elegante e prolongado.
 

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