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Informação | Entrevista/Reportagem

CARM APRESENTA NOVOS VINHOS EM LISBOA

A CARM - Casa Agrícola Roboredo Madeira convidou os jornalistas para uma prova enogastronómica com os seus mais recentes vinhos em Lisboa.

04-05-2011/ 08H00 Edição: MMS Fotos: MMS/JdV e CARM

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Situada na Região Demarcada do Douro – sub Região do Douro Superior, nos arredores da histórica vila de Almendra, a CARM é uma casa histórica com referências que remontam ao século XIII.

Os seus domínios agrícolas estendem-se por 400 hectares divididos em 130 hectares de vinha, 220 hectares de olival e 60 hectares de amendoeiras.

A vinha mais antiga explica Filipe Roboredo Madeira data de 1966. “Desde esse ano não parámos de plantar vinha e a cada ano, melhorámos geneticamente os clones das castas tradicionais. Simultaneamente introduzimos o modo de produção biológico em quase todas as propriedades da Casa”.

Em 2004 a família mandou construir a adega. “Optámos por criar um espaço onde a nova tecnologias se encontra com os tradicionais lagares. Aqui produzimos vinhos que são o fruto da nossa paixão pela terra e do nosso respeito pela natureza, que cheiram e sabem à nossa terra, ao xisto, à esteva, às flores silvestres e aos frutos do campo”, diz Filipe Madeira.

A par da produção vitivinícola, os Roboredo Madeira tem no olival, uma das suas ancestrais paixões produzindo azeite de elevada qualidade, tema que iremos abordar proximamente.

O jantar realizado no Chafariz do Vinho, serviu para apresentar quatro novos vinhos: o branco – CARM DOC Douro Branco 2010, o CARM DOC Douro Rosé 2010, e o novo segmento/nova marca CARM Maria de Lurdes DOC Douro Branco 2009 e o CARM Maria de Lurdes DOC Tinto 2008.

Houve ainda tempo provar o CARM DOC Douro Reserva Branco 2009 e o CARM CM DOC Douro Tinto 2007. Os vinhos têm a assinatura do enólogo António Ribeiro.

Os vinhos brancos são maioritariamente laborados a partir de uvas das Quintas da Urze (500 m de altitude) e da Quinta do Côa (350 m de altitude) e, tal como os tintos, são vinificados na adega da Quinta das Marvalhas, em Almendra, partindo das castas Códega do Larinho, Rabigato e Viosinho. Trata-se de vinhos muito bem elaborados, frescos e elegantes, muito harmoniosos no seu conjunto.



CARM DOC Douro Branco 2010

Trata-se da ‘entrada de gama’ do portefólio e revelou-se fresco, citrino, e notas minerais com nuances florais.

(Códega,  Rabigato, Viosinho e Moscatel 2%)

Açúcar Residual: 3,7 g/L

Ph: 3,27

Álcool: 12,5%

CARM DOC Douro Rosé 2010

Servido ao aperitivo cumpriu condignamente a função. Foi elaborado a partir de Touriga Nacional 100% (por extracção de massas).
Açúcar Residual: 5 g/L

Ph: 3,34

Álcool: 13%

 

CARM DOC Douro Reserva Branco 2009

Intencionalmente marcado pela madeira, como nos explicou o enólogo, este Reserva mostrou raça, com boa complexidade aromática dominada pelos minerais e um laivo de fruto citrina. Na boca surgiu a elegância e o volume com um surpreendente final de boca.

(Códega,  Rabigato, Viosinho vinhas velhas)

Açúcar Residual: 5 g/L

Ph: 3,30

Álcool: 13%

 

CARM Maria de Lurdes DOC Douro Branco 2009

O subtítulo deste vinho é uma homenagem à mãe de Filipe Roboredo Madeira e vem posicionar-se na categoria Premium, imediatamente antes dos topos de gama.

Elaborado com uvas da Quinta do Côa, estagiou parcialmente em barricas de carvalho francês e foi submetido a “battonage” (agitar de borras com vinho em barricas) de sete meses o que lhe conferiu estrutura e complexidade.

Muito bem conseguido, bem equilibrado no que toca à madeira, à fruta e à acidez, revelou-se uma excepcional surpresa. Nota máxima.

Açúcar Residual: 3,7g/L

Ph: 3,26

Álcool: 12,5%

CARM Maria de Lurdes DOC Tinto 2008

Elaborado com uvas provenientes da Quinta da Urze, estagiou 24 meses em barricas de carvalho francês.

Mostrou-se fresco, elegante e redondo, num conjunto de belo efeito.

(Touriga Franc 30% e Touriga Nacional 70%)

Açúcar Residual: 3,6 g/L

Ph: 3,5

Álcool: 14%

CARM CM DOC Douro Tinto 2007

Este vinho topo de gama é apenas produzido em determinados anos. O primeiro foi em 2000 e o segundo em 2007.

A vindima de 2007 caracterizou-se por níveis de pluviosidade acima da média a seguir à floração assegurando, assim, uma vindima muito homogénea e de grande qualidade. As temperaturas amenas na maturação contribuíram para um grande equilíbrio aromático e excelentes maturações fenólicas. Com explica o enólogo António Ribeiro: “Estamos em presença de uma colheita excepcional no Douro Superior, onde o equilíbrio foi predominante em todos os aspectos, assim como na harmonia entre a estrutura e aroma dos vinhos obtidos”. Foi assim que nasceu este CM.

Na prova não escondeu os três anos de estágio em barricas novas de carvalho francês e no nariz a madeira esteve sempre muito presente secundarizando alguma (pouca) fruta compotada existente.

Mostrou taninos de boa qualidade, bem estruturados, muita persistência e volume, terminando longo e suave.







 

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